terça-feira, 28 de abril de 2009

cornucópia.





Apercebo-me que hoje é o dia 28 de Abril de dois mil e oito. Não é um dia, são apenas 24 horas. Não é uma data, é apenas um conjunto de sequências bizarras.
Aqui nesta cidade, respira-se esperança, pois por mais que nos custe, não há como não a sentir. A relva tornou-se amiga, as pessoas tornaram-se confidentes, um edifício tornou-se um confidente do futuro que se calhar será bom para uma zona tão inóspita. Antigamente andava longe. Agora ando perto...Hoje tudo é amigo de tudo. Hoje cantamos, gritamos e sofremos ao mesmo lado. Cidade fervilha, também as pessoas.
Daqui a uns dias tentaremos fechar o capítulo em chave de ouro. Teremos que fazer um sacrificio: sair de casa. Saíremos e não baixaremos os braços. Se for preciso, cantamos, gritamos e sofrmos juntos. E a relva, se deus ou algo parecido quiser, será nossa amiga.
E pensar que palavra é uma arma sem sentido nem significado, mas com coração...


Há que acreditar. O futuro é longe mas um dia havemos de chegar.


Poema do dia:

25 pregos em 4 paredes escritas com 1974 palavras.

Não encontro palavras no labirinto
pois aqui fechado e prendido fui
algemas do mundo indeciso
como a chuva que cai e a neve que dilui

tinta negra e um papel me deram
e escrevi uma arma
a palavra que se subleva a mim
e procura 25 dedos de um significado que alarma

se quatro de mim se criarem
derrubaremos estas paredes
seremos invencíveis irmãos
e calaremos o mundo com vozes estridentes

Pouco muda quando gritamos liberdade
Ideal desapareceu, reside a saudade


LIBERDADE!



"Pois a sudoeste acaba o mundo e começa o universo"- Paulo Lopes