terça-feira, 26 de maio de 2009

O bom, o mau e o vilão

"Sou filho de Olhão, a 100%". Foi o que faltou gritar. Depois de uma festa efusiva (é pouco dizer que foi efusiva), enrola-se o pano, reúnem-se as canas e faz-se um rescaldo da efusividade que foi vivida durante uma semana na cidade da Restauração. Festas bonitas, bebedeiras massivas (a minha foi uma), e muita gente a dizer 'agora sou do olhanense', ou 'agora apercebi-me que não sou deste clube'. Vergonha.

Faltava afirmar que ' vim para aqui só para beber e congratular uma data de rapazes que não conheço de lado nenhum'. Eu afirmo aqui e agora, nem sempre foi um adepto efusivo como sou agora ou nesta parte final. Mas conheço pessoal que sente a revolta. E eu apoio-os, pois a verdade é esta: eu que fui ver jogos á chuva, ao vento e ao frio pelo Olhanense como fui ver nestas últimas 3 temporadas, nem sempre apoiando como eles, mas gostando de ver o bom futebol practicado cá no sul, sinto-me repudiado como ainda há pessoas que têm o desplante de questionar o clube da cidade por um 'grande'.

O dinheiro não é tudo amigos. É apenas um meio, o fim é apoiar o que é nosso, o clube! O clube é de Olhão.

Depois gostei (ironia) de ver o edil da cidade vizinha (e rivais desde os tempos da Revolução Francesa) que por acaso é olhanense (OLHANENSE) dizer que queria que este mesmo clube ao qual tenho um amor condicional fosse jogar para Faro. Desculpe, mas ao da terra o que é da terra. Nisto confio no presidente da câmara de Olhão e no nosso GRANDE presidente, que contra muitos 'usurários' dentro do clube tem feito tarefas herculeanas. Bom-senso não é algo que se tem no mmomento, é algo que se vai adquirindo com o tempo, e creio que o edil de Faro tenha nota negativa no que diz respeito á verdade.

Depois gostaria de referir dois aspectos sobre a festa de Domingo, e relacionados com pessoas que conheço e até mesmo a minha própria pessoa. O primeiro foi o meu e de dois companheiros de claque que depis de uma curta conversa com o presidente na qual perguntaramos se poderiamos festejar com os jogadores no autocarro a resposta deste foi "sim", vem um fulano que supostamente lucra há anos com o clube expulsar-nos. Mas QUEM E ESTE TIPO? Ele esteve a fazer o que nos fizemos nos dois dias anteriores, ou seja, a montar uma coreografia que fizemos para a equipa com todo o agrado? Foi ele que apoiou tal como estes meus dois companheiros (eu nem tanto) a equipa aonde fossem? ELE NEM SEQUER E FILHO DE OLHAO! Meu Deus! Poupem-me!

Outra foi a de depois, certos membros da claque irem para o palco onde estavam os jogadores á noite ir festejar com estes e outros chucharem no dedo! Desculpem, mas Ultras são UNIDOS, não é cada um a puxar para o seu umbigo! Algo terá de mudar, e se depender de mim e mais uns quantos, VAI MUDAR!

Depois de dito o que tinha a dizer, obrigado campeoes pela melhor semana da minha vida. Graças a voces senti a alegria de ser campeao, pois este sim foi o campeonato que festejei, tanto como as vitorias que nos proporcionaram durante esta grande época.

Força Olhanense e força Olhão.

terça-feira, 28 de abril de 2009

cornucópia.





Apercebo-me que hoje é o dia 28 de Abril de dois mil e oito. Não é um dia, são apenas 24 horas. Não é uma data, é apenas um conjunto de sequências bizarras.
Aqui nesta cidade, respira-se esperança, pois por mais que nos custe, não há como não a sentir. A relva tornou-se amiga, as pessoas tornaram-se confidentes, um edifício tornou-se um confidente do futuro que se calhar será bom para uma zona tão inóspita. Antigamente andava longe. Agora ando perto...Hoje tudo é amigo de tudo. Hoje cantamos, gritamos e sofremos ao mesmo lado. Cidade fervilha, também as pessoas.
Daqui a uns dias tentaremos fechar o capítulo em chave de ouro. Teremos que fazer um sacrificio: sair de casa. Saíremos e não baixaremos os braços. Se for preciso, cantamos, gritamos e sofrmos juntos. E a relva, se deus ou algo parecido quiser, será nossa amiga.
E pensar que palavra é uma arma sem sentido nem significado, mas com coração...


Há que acreditar. O futuro é longe mas um dia havemos de chegar.


Poema do dia:

25 pregos em 4 paredes escritas com 1974 palavras.

Não encontro palavras no labirinto
pois aqui fechado e prendido fui
algemas do mundo indeciso
como a chuva que cai e a neve que dilui

tinta negra e um papel me deram
e escrevi uma arma
a palavra que se subleva a mim
e procura 25 dedos de um significado que alarma

se quatro de mim se criarem
derrubaremos estas paredes
seremos invencíveis irmãos
e calaremos o mundo com vozes estridentes

Pouco muda quando gritamos liberdade
Ideal desapareceu, reside a saudade


LIBERDADE!



"Pois a sudoeste acaba o mundo e começa o universo"- Paulo Lopes